quinta-feira 02 Julho 2009
Os agrupamentos liderados pela Edifer, Mota-Engil, Soares da Costa e Brisa entregaram as suas propostas finais para a concessão rodoviária Pinhal Interior.
Recorde-se que esta concessão, cujo concurso público foi lançado pelo Governo em Junho do ano passado, diz respeito à construção e requalificação das vias de acesso ao IC3 e ao IC8 e as previsões apontam para que esteja concluída em 2012. Esta infra-estrutura rodoviária terá uma extensão de 567 km, dos quais 135 km são para requalificação, 173 km para construção e 220 km para exploração. A concessão Pinhal Interior integra, além da construção do IC3 entre Tomar e Coimbra e da conclusão do IC8, entre Proença-a-Nova e a A23, a requalificação da via Pombal/Ansião. O Governo previa, inicialmente, um investimento em construção de cerca de 772 milhões de euros, valor que, no entanto, deverá aproximar-se dos 1,5 mil milhões de euros, de acordo com as propostas candidatas ao concurso.
No âmbito das concessões rodoviárias, dentro de dias deverá ser conhecido o consórcio vencedor do concurso para a Auto-Estradas do Centro, entre os dois seleccionados para a fase final de negociações: os agrupamentos da Edifer e da Mota-Engil. Do pacote das novas concessões rodoviárias anunciadas pelo Governo, falta apenas lançar o concurso para a concessão Alto Alentejo, que vai ligar Estremoz à A23. Esta concessão, avaliada em 200 milhões de euros, terá uma extensão total de 139 km, dos quais 110 km serão construídos de raíz, mas nenhum deles em perfil de auto-estrada. Nesta concessão estão ainda incluídos 29 km de vias já existentes, que dizem respeito ao IC13, entre Alter do Chão e Portalegre. O concurso público referente à concessão do Alto Alentejo deverá ser lançado em Setembro deste ano, ou seja, um ano depois do inicialmente previsto e depois de cumpridas todas as formalidades necessárias para a aprovação ambiental. De acordo com o Ministério do Ambiente, o processo deu entrada na Agência Portuguesa do Ambiente em Fevereiro deste ano, estando à espera de elementos adicionais. Desta forma, a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) só deverá estar concluída em Setembro, pelo que, só nessa altura, deverão estar reunidas todas as condições para o lançamento do concurso público.
Fonte: aecops